Máquinas que pensam?

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Máquinas que pensam?

Grandes progressos tecnológicos estão nas nossas mãos nos dias que correm, facilitam-nos a vida de uma forma impensável há década e meia.

Tecnologias como o reconhecimento de voz, tradução simultânea, correção ortográfica e semântica, a navegação, a gestão dos nossos compromissos, as sugestões que recebemos dos nossos fornecedores de conteúdos digitais, os livros, as músicas, os filmes que nos são recomendados e que se adequam aos nossos gostos, são alguns dos exemplos de como a tecnologia nos acompanha de uma forma amigável e visível.

Cada vez que executamos uma ação, lançamos para a grande nuvem digital os dados correspondentes. Quando caminhamos, os sensores instalados nos nossos dispositivos moveis, recolhem dados sobre a nossa velocidade, os nossos hábitos de locomoção, de onde saímos e para onde vamos, que transações fazemos no percurso, que movimentos fazem os nossos cartões bancários, o que compramos, quem nos vende, onde foi produzido o produto que escolhemos levar para casa. Todos estes dados de todas as pessoas conectadas do planeta são recolhidos a cada segundo.

O armazenamento destes dados é feito num lugar a que se convencionou chamar de nuvem, um lugar físico, embora o seu nome pareça indicar o contrário, são grandes complexos industriais normalmente colocados em lugares frios do planeta de forna a garantir a máxima eficiência energética na hora de arrefecer todos os componentes eletrónicos que lhe dão corpo.

A quantidade de dados que a humanidade produz, nos dias de hoje, está num crescendo exponencial, o volume de informação está em bruto nesses servidores, fotografias de todos os recantos do planeta, pensamentos, dados de pesquisas, hábitos de compra, tudo isto está quase em cru e a necessidade de conseguir fazer sentido desses dados é o santo geral das ciências da computação neste momento.

As grandes companhias estão focadas numa área da Inteligência Artificial denominada de Machine Learning, que em português se traduz por maquina capaz de aprender, mais coisa menos coisa. Na prática empresas como Facebook, Google ou Twitter, utilizam programas informáticos que funcionam autónomos e atribuem aos computadores a capacidade de aprender. Tirar as suas próprias conclusões e prosseguir com a ação correspondente. Numa entrevista recente o ex presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, referiu uma experiência feita com três pessoas diferentes e o motor de pesquisa Google. Segundo Barack Obama, durante a primavera árabe, foi pedido a três cidadãos egípcios com diferentes tendências politicas que pesquizassem a palavra Egipto na pagina de entrada Google, ao primeiro, um conservador, apareceu no topo da pesquisa a Irmandade Muçulmana, ao segundo, um liberar, apareceu Praça Tahrir e ao terceiro, um moderado, a primeira hipótese indicava lugares de férias no Nilo.

As maquinas aprendem dos nossos gostos e criam um mundo que parece encaixar-se na perfeição com aquilo que queremos ver e ter. Também o Facebook e o Twitter reforçam as nossas tendências quando selecionam as informações que nos mostram nas linhas de tempo.

Neste video poderá seguir uma visita a um dos data centers (Nuvem) da Google.

2018-01-29T14:39:51+00:00
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