Quanto nos custa a partilha dos nossos dados?

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Muito se fala dos dados pessoais e das políticas de proteção de dados, para acrescentar à conversa, vamos dar alguns exemplos de como os dados que partilhamos on-line podem influenciar o preço das coisas que compramos.

A nossa história é baseada num artigo publicado no website da BBC, que mostra como algumas informações que as empresas recolhem dos nossos dispositivos são determinantes para o preço que pagamos pelos serviços.

Os dados, recolhidos pelas empresas através das aplicações móveis dos nossos telefones, podem ser: a nossa localização precisa, se estamos parados ou em movimento, se o nosso telefone tem muita ou pouca bateria, se estamos sós ou acompanhados, o que falamos nos chats e as pesquisas que fazemos, que telefone temos, se é recente ou antigo, quanto nos custou.

É a utilização destes dados e a forma como se obtêm, o que autorizamos quando concordamos com a política de privacidade e os termos de uso de uma aplicação.

Um exemplo prático: A nossa localização e as condições do clima podem influenciar a tarifa que pagamos por um serviço da Uber, como aconteceu durante a passagem da tempestade Elsa, quando foram suspensas as ligações fluviais no rio Tejo, e condicionado o trânsito nas pontes, os utilizadores Uber, localizados nas estações fluviais, recebiam tarifas para os transportar para a outra margem muito acima do normal.

Com um crescimento das transações online, o telemóvel continua a ganhar terreno ao computador que se mantém como o principal veículo para compra online e onde é mais fácil controlar as informações que disponibilizamos.

O nível de bateria é também uma condicionante na hora de pagar. As companhias monitorizam os níveis de bateria do dispositivo e aumentam o preço quando estamos perto do fim. Os mecanismos de programação para uma operação deste tipo não são muito complicados: Se a bateria for menor que x% soma y% ao preço normal.

Esta é uma experiência que pode ser realizada por dois utilizadores com níveis de bateria diferentes, numa mesma localização, pedindo a mesma viagem na aplicação da Uber. Vários utilizadores do serviço realizaram esta experiência e colocaram os dados nas redes sociais, mostrando claramente que com a bateria quase no fim o preço era maior.

Acrescentando a tudo isto, os sensores de movimento que equipam todos os telefones modernos, monitorizam a nossa atividade física; quantos passos damos por dia, a que velocidade nos deslocamos, se somos sedentários ou fisicamente ativos, todos estes dados estão disponíveis e concordamos cedê-los.

Devemos ter cuidado e não disponibilizar os nossos dados em aplicações duvidosas, de resto se queremos utilizar os serviços das grandes companhias só podemos fazer pressão sobre a classe política para que regule e controle eficazmente o mundo digital, que começa a ser uma grande parte do nosso mundo.

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